Por Que Choramos?

19 May 2019 11:15
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<h1>Simpatia Para Conquistar Homem Dificultoso</h1>

<p>De tempos em tempos, os &iacute;ndios tupi-guaranis, que habitam o centro-sul do Brasil, deixam a aldeia onde est&atilde;o definidos e seguem pro leste, em busca da Terra sem Males - um recinto onde, de acordo com a tradi&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o existe morte. Conta um relato antropol&oacute;gico da primeira d&eacute;cada do s&eacute;culo XX que, certa vez, um dos &iacute;ndios mais velhos da tribo desatou a chorar e n&atilde;o parou mais.</p>

<p>Ele havia sonhado que o grupo devia abandonar agora a aldeia. O sentimento do velho com a proximidade da partida fez com que todos se comovessem e chorassem juntos. A choradeira, de horas a fio, teve conota&ccedil;&atilde;o de despedida, todavia bem como foi sinal de solidariedade e integra&ccedil;&atilde;o do grupo. Do ponto de visibilidade fisiol&oacute;gico, as l&aacute;grimas comovidas dos tupi-guaranis s&atilde;o praticamente as mesmas que voc&ecirc; derrama no momento em que est&aacute; cortando uma cebola e fica com os olhos irritados. Elas n&atilde;o passam de gotinhas produzidas pela gl&acirc;ndula lacrimal e desenvolvidas por tr&ecirc;s camadas: uma pel&iacute;cula de gordura, mais externa, envolvendo o recheio de &aacute;gua, que fica sobre o assunto um filete de muco.</p>

<p>S&atilde;o assim sendo assim como as l&aacute;grimas lubrificantes ou basais, que servem pra umedecer, nutrir e limpar a c&oacute;rnea, fabricadas numa m&eacute;dia de um ou 2 microlitros por minuto (1 microlitro equivale a 1 litro dividido por um milh&atilde;o). Entretanto h&aacute; alguma diferen&ccedil;a entre as l&aacute;grimas com atividade lubrificante, as que surgem como reflexo a um cisco, e as l&aacute;grimas emocionais, como as derramadas pelos &iacute;ndios? Sim, h&aacute;. O que mais intriga os cientistas em nossos dias &eacute; pontualmente este terceiro tipo, exclusivo dos seres humanos: as l&aacute;grimas que s&atilde;o vertidas quando choramos pra expressar qualquer sentimento.</p>

<p>Ao inverso das basais e das reflexas, que t&ecirc;m um prop&oacute;sito bem institu&iacute;do, tais l&aacute;grimas n&atilde;o trazem nenhum benef&iacute;cio especial para a c&oacute;rnea ou para a superf&iacute;cie ocular. “Por que, desse jeito, o olho, motivado por uma emo&ccedil;&atilde;o qualquer, produz uma secre&ccedil;&atilde;o? ”, pergunta o oftalmologista espanhol Juan Murube Del Castillo, da Escola de Alcal&aacute;, em Madri.</p>

<p>A conjectura mais plaus&iacute;vel, segundo ele, &eacute; que o choro tenha surgido antes da linguagem citada, como uma senten&ccedil;a m&iacute;mica pra notificar dor. “O homem imediatamente havia esgotado os recursos faciais - como movimentos musculares de erguer a sobrancelha ou de morder os l&aacute;bios - para revelar estados an&iacute;micos de curiosidade, surpresa ou p&acirc;nico, por exemplo”, diz Cinco Informa&ccedil;&otilde;es De que forma Ocupar Um Conhecido Pra Namorar . “Precisava escolher uma nova express&atilde;o no rosto para narrar ao outro que sentia ang&uacute;stia. Em busca das raz&otilde;es biol&oacute;gicas que provocam as l&aacute;grimas emocionais, Murube tem estudado, desde 1992, cap&iacute;tulos de choro de estudantes de medicina, pela tentativa de descobrir um ponto em comum entre os estados emocionais que desencadeiam o pranto.</p>

<p>At&eacute; hoje, por volta de quatrocentos estudantes, de ambos os sexos e com idade entre 23 e trinta anos, prontamente responderam a um question&aacute;rio semanal sobre isto quando, onde e por que choravam. Ap&oacute;s averiguar mais de um 100 cap&iacute;tulos de choro, Murube chegou a outras conclus&otilde;es surpreendentes. A m&eacute;dia de choro emocional entre os jovens universit&aacute;rios foi de em torno de tr&ecirc;s vezes por semana para as criancinhas e duas vezes para os pi&aacute;s. Chora-se mais &agrave;s sextas-feiras e aos s&aacute;bados, j&aacute; que s&atilde;o os dias em que as rela&ccedil;&otilde;es interpessoais se intensificam.</p>

<p>A choradeira assim como &eacute; mais comum &agrave; noite, quando as pessoas saem do trabalho, localizam a fam&iacute;lia, v&ecirc;em os namorados e mergulham na sua exist&ecirc;ncia pessoal. Segundo Murube, as l&aacute;grimas emocionais podem ser identificadas, em linhas gerais, como “pedidos de ajuda” (afli&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica, temor, raiva, humilha&ccedil;&atilde;o, solid&atilde;o, ansiedade) ou como “oferecimentos de ajuda” (solidariedade, entrega religiosa, afeto passional, carinho humanit&aacute;rio, mem&oacute;rias sentimentais, alegria).</p>

<p>“O choro de pedido de socorro podes ter surgido entre os seres humanos h&aacute; uns cinquenta 000 anos, simultaneamente ao aparecimento da linguagem falada e &agrave; necessidade de expressar conceitos abstratos”, diz Murube. Mil&ecirc;nios mais tarde, apareceu o choro de doa&ccedil;&atilde;o de socorro, que requeria estados ps&iacute;quicos mais evolu&iacute;dos e, principlamente, empatia - a institui&ccedil;&atilde;o de ensino mental e emocional de se p&ocirc;r no lugar do outro. “As l&aacute;grimas s&atilde;o um robusto aparelho de intercomunica&ccedil;&atilde;o com os demais”, admite → Como Deixar Um Homem Maluco Por voc&ecirc;, Segredo Certeiro (2018) . O emprego das l&aacute;grimas para a intercomunica&ccedil;&atilde;o aparece nos prim&oacute;rdios da inf&acirc;ncia. O pirralho chora pra chamar a aten&ccedil;&atilde;o dos pais e salientar a eles tuas necessidades f&iacute;sicas.</p>
<ul>

<li>Yop-tchagui - Chute com a faca do p&eacute;</li>

<li>Denise citou</li>

<li>Imagem em grupo</li>

<li>Se quiser devagar, por&eacute;m simples, vais ser tristonho</li>

<li>quarenta e cinco Diva Junqueira Arrel</li>

</ul>

<p>“Trata-se de um artif&iacute;cio inconfund&iacute;vel da esp&eacute;cie humana, cujos filhotes, dependentes, exigem aten&ccedil;&atilde;o e cuidados durante um bom tempo. Sendo assim, o choro necessita ser agudo e acentuado pra funcionar como um bom sinalizador”, diz o et&oacute;logo C&eacute;sar Ades, da Faculdade de S&atilde;o Paulo. O choro tamb&eacute;m permite que sejam criados la&ccedil;os de apego entre o menino e seus protetores.</p>

<p>Conforme cresce, a crian&ccedil;a percebe que, com as l&aacute;grimas, podes controlar institu&iacute;das ocorr&ecirc;ncias - ter os pais mais pr&oacute;ximos, a t&iacute;tulo de exemplo, ou obter uma aten&ccedil;&atilde;o especial. Todavia o choro dos fedelhos n&atilde;o encontra receptividade em todas as culturas. Entre os tiv, tribo africana do norte da Nig&eacute;ria, pais e bab&aacute;s desencorajam o choro das meninas rindo delas, tapando suas bocas e apertando suas narinas.</p>

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